terça-feira, 9 de novembro de 2010

Plotino – Sobre a Essência da Alma – Parte 18


Enéada IV, Livro 3.15
Sobre a Alma ou Sobre Aporias Psicológicas (I)

15_ Mas as almas, para nós emergindo dos inteligíveis, adentram primeiro no céu, e após terem lá recebido adicionalmente um corpo, elas adentram através destes também os corpos mais terráqueos [terrenos], tanto quanto elas no momento tenham-se estendido em comprimento. Umas penetram a partir do céu nos corpos inferiores, as outras, de outros {corpos} em outros, cuja força não  bastou para levar as suas cargas daqui para o alto, as quais, por causa do peso e do esquecimento são puxadas bem para longe. Mas elas se tornam diferentes ou através da transformação dos corpos nos quais elas penetraram, ou através do seu destino ou dos alimentos, ou trazem a diferença de si mesmas, ou através de todas estas causas juntas ou de algumas delas. Algumas estão totalmente sujeitas as necessidades aqui predominantes, algumas estão temporariamente assim dependentes, temporariamente autônomas, algumas se propõe a suportar o absolutamente necessário, podem, entretanto em suas obras características, manterem a sua autonomia, ao viverem segundo uma outra lei, a lei que envolve a totalidade do ser, submetendo-se a uma outra regulamentação legal. Esta {lei} está, entretanto tecida por todos os conceitos e causas aqui predominantes, por movimentos da alma e por leis oriundas de lá: ela está em acordo com aquela, recebe seus princípios de lá e entretece a subsequente com aquela; nisto, ela preserva inabalavelmente o que por si mesmo, correspondente à constituição daquela outra, se pode conservar, o restante ela move e direciona segundo a sua natureza, motivo no qual, neste sentido, nas {almas} que estão descendo, encontra-se a causa para que aquela uma receba seu o lugar aqui, e a outra o receba acolá.
Ueber die Seele oder Ueber psychologische Aporien (I)

15_ Es gehen aber die Seelen uns dem Intelligiblen hervortauchend zuerst in den Himmel, und nachdem sie dort einen Körper hinzuempfangen, gehen sie mittelst desselben weiter auch in die mehr irdischen [erdigen] Körper, soweit sie gerade sich in die Länge ausgedehnt haben. Die einen dringen von dem Himmel aus in die niederen Körper ein, die andern von anderen in andere, deren Kraft nicht genügte ihre Bürde von hier emporzutragen, die wegen der Schwere und Vergesslichkeit weit fortgezogen werden. Sie werden aber verschiedenartig entweder durch die Veränderungen der Körper, in die sie eingedrungen, oder durch ihre Schicksale oder Nahrungsmittel, oder bringen die Verschiedenheit von sich selbst mit, oder durch alle diese Ursachen zusammen oder einige von ihnen. Einige sind gänzlich der hier herrschenden Nothwendigkeit verfallen, einige sind zeitweilig so abhängig, zeitweilig selbständig, einige schicken sich darin das absolut Nothwendige zu ertragen, sie können jedoch in den ihnen eigenthümlichen Werken ihre Selbständigkeit wahren, indem sie nach einem andern, das gesammte Sein umfassenden Gesetze leben, einer andern gesetzlichen Bestimmung sich fügen. Es ist diese aber gewebt aus den hier waltenden Begriffen und Ursachen allen, aus seelischen Regungen und von dort ausgehenden Gesetzen: sie stimmt mit jenem zusammen, empfängt ihre Principien von dorther und verwebt das Folgende mit jenem; dabei bewahrt sie unerschütterlich was sich selbst entsprechend der Beschaffenheit jenes erhalten kann, das übrige bewegt und lenkt sie seiner Natur gemäss, weshalb in dem herabsteigenden in dem Sinne die Ursache liegt, dass das eine hier seinen Platz erhält, das andere ihn dort hat.
Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto alemão de Hermann Friedrich Müller, 1878.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} são do Tradutor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário