quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Plotino – Sobre o Belo – Parte 07



7_Nós precisamos então ascender novamente para o bem, pelo qual toda alma anseia. Se alguém o tem visto, então ele sabe, o que eu quero dizer com a afirmação, ele é belo. Como o bem ele deve ser desejado e o esforço deve ser direcionado sobre ele.
   Se consegue isto, quando se ascende para o que é do alto, dirige-se para ele e se despoja, o que se vestiu ao descer para cá, assim como também aqueles, que se dispõe às praticas santíssimas dos mistérios, necessitam da purificação, despojam suas vestes e andam em roupas de baixo, até que na ascensão se tenha evitado tudo, que seja estranho ao divino, e somente com o seu próprio eu se contemple também o divino em sua solitude como genuino, simples e puro, como aquilo, através de quem tudo é contingente, para quem todos olham, em quem tudo vive e pensa. Pois ele é a causa da vida, do intelecto e do ser.
   Mas que paixão não sentirá aquele, que conseguir de vê-lo, como irá ansiar-se pela união intima com ele, como o espanto do entusiasmo irá lhe estremecer! Pois pelo divino como o bem anseia também aquele, que nunca o viu. Mas quem o tem visto, este o admira por causa de sua beleza, este é inundado com espanto gracioso, este cai em terror, que não o consome, este ama em verdadeiro amor e em desejo ardente , este ri de todos os outros amores e despreza aquilo, que ele considerava antigamente por belo.
   Isto é algo como o sentimento daqueles, para os quais foi concedido uma aparição de deuses e demônios e que agora então não querem mais saber nada da beleza dos outros corpos. O que sentirá então aquele, que avista pois o absolutamente belo em sua em si e para si existente pureza, sem casca carnal corpórea para ser puro, não prezo em nenhum espaço na terra ou nos céus. Pois isto tudo são de fato algo derivado e misturado, nada original, mas sim partindo daquele.
   Quem pois avista aquele, que abre a ciranda para as demais coisas, que descansando em si mesmo transmite e nada em si absorve, quem então em sua presença persiste e desfruta, sendo que se torna semelhante a ele, o que deveria este ainda necessitar de belo?
   Ele é de fato ele mesmo o belo original, o qual como o de fato propriamente belo, também os que o amam, faz belos e amáveis. Ele é também o objetivo para as maiores {e} mais esforçadas lutas das almas, o objetivo de todo esforço, para não ficar privado da maravilhosa visão. Bem aventurado, quem o tem alcançado, quem alcançou a ver a bem aventurada visão; verdadeiramente infeliz pelo contrário, para quem este não é o caso. Pois não aquele é infeliz, que perde de ver belas cores e corpos, que não alcança nem poder nem honra nem coroa, mas sim quem não alcançar esta uma, a qual para alcançá-la se deve renunciar todas as coroas e reinos de toda a terra, dos mares e dos céus, como se deixando as coisas terrenas com desprezo, com a visão voltada para aquele, se quisesse chegar ao ver.




7. Wir müssen also wieder emporsteigen zum
Guten, nach welchem jede Seele sich sehnt. Wenn es jemand gesehen hat, so weiss er, was ich sagen will mit der Behauptung, es sei schön. Als das Gute muss es erstrebt werden und das Streben muss darauf gerichtet sein.
   Man erreicht es, wenn man nach dem Oberen aufsteigt, sich zu ihm hinwendet und das ablegt, was man beim Herabkommen angelegt hatte, wie ja auch diejenigen, die zur allerheiligsten Handlung der Mysterien sich anschicken, der Reinigung bedürfen, ihre Kleider ablegen und im Untergewande herangehen, so lange bis man bei dem Hinaufsteigen allem ausgewichen ist, was dem Göttlichen fremd ist, und mit seinem alleinigen Selbst auch das Göttliche in seiner Alleinheit schaut als lauter, einfach und rein, als das, wodurch alles bedingt ist, worauf alles hinblickt, in welchem alles lebt und denkt. Denn es ist die Ursache des Lebens, der Vernunft und des Seins.
   Welche Liebesgluth wird aber nicht der empfinden, der dies zu sehen bekommt, wie wird er sich nach der innigen Vereinigung mit ihm sehnen, wie wird ihn das Staunen der Wonne durchzittern! Denn nach dem Göttlichen als dem Guten sehnt sich auch derjenige, der es noch niemals gesehen hat. Wer es aber gesehen hat, der bewundert es wegen seiner Schönheit, der wird mit freudigem Staunen erfüllt, der geräth in Schrecken, der ihn nicht verzehrt, der liebt in wahrer Liebe und in heftiger Sehnsucht, der verlacht alle andere Liebe und verachtet das, was er früher für schön hielt.
  Das ist etwa die Empfindung derer, welchen eine Erscheinung von Göttern oder Dämonen zu Theil geworden ist und die nun nichts mehr wissen wollen von der Schönheit der anderen Körper. Was wird der erst empfinden, welcher nun gar das absolut Schöne sieht in seiner an und für sich seienden Reinheit, ohne fleischliche körperliche Hülle um rein zu sein, an keinen Raum der Erde oder des Himmels gebunden. Denn das ist ja alles etwas abgeleitetes und gemischtes, nichts ursprüngliches, sondern von jenem ausgebend.
   Wer also jenes sieht, welches den Reigen aller übrigen Dinge eröffnet, welches in sich selbst ruhend mittheilt und nichts in sich aufnimmt, wer dann in seinem Anblick verharrt und es geniesst, indem er ihm ähnlich wird, was sollte der noch für ein Schönes bedürfen?
   Es ist ja eben selbst die Urschönheit, welche als das recht eigentlich Schöne, auch die es lieben, schön und liebenswürdig macht. Es ist ferner das Ziel für den grössten angestrengtesten Wettkampf der Seelen, das Ziel aller Mühen, nicht untheilhaftig zu bleiben des herrlichsten Anblicks. Selig, wer es erreicht hat, wer zum Schauen des seligen Anblicks gekommen ist; unselig fürwahr dagegen, bei wem dies nicht der Fall. Denn nicht der ist unselig, der um den Anblick schöner Farben und Körper kommt, der weder Macht noch Ehre noch Kronen erlangt, sondern wer dies Eine nicht erlangt, um dessen Erreichung man auf alle Kronen und Reiche der ganzen Erde, auf dem Meere und im Himmel verzichten muss, ob man das Irdische mit Verachtung verlassend, den Blick auf jenes gewandt, zum Schauen gelangen möge.
Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto alemão de Hermann Friedrich Müller, 1878.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.

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