sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Plotino – Sobre o Belo – Parte 04



4*_Sobre os graus ulteriores do belo pois, os quais a percepção sensível não está mais em condição de ver, os quais pelo contrário a alma sem instrumentos sensíveis vê e pensa, nós precisamos empreender a nossa observação de um ponto mais elevado, deixando a percepção sensível aqui em baixo para trás.
Mas assim como no belo das percepções sensíveis ninguém poderia falar sobre ele, que não tivesse ele mesmo nem visto-o nem percebido-o como belo, como {por ex.} pessoas, que são cegas desde criança, não podem também exatamente da mesma forma falar da beleza das belas instituições aqueles, que a beleza delas ou das ciências e outras esferas deste tipo não sentiram, nem {falar} da luz da virtude aqueles, que também não tem nem ao menos uma ideia o, quão belo é o rosto da justiça e o autocontrole moderado, {tanto} que nem a estrela da manhã nem a da noite são tão belas.
Mas sim é preciso se tê-la visto pelo mesmo caminho, o qual a alma vê semelhantes coisas, e precisa-se ante esta visão cair em alegria e espantosos êxtases, em um nível muito mais alto do que ante os níveis de beleza anteriores, pois aqui de fato se passa agora a tratar com o verdadeiro belo.
Pois este deve ser o sentimento ante tudo o que é belo: Admiração e afável espanto, saudade, amor e {um} êxtase agradável.
Isto podem sentir e sentem de fato também ante aquilo, que não se deixa ver com olhos corpóreos, praticamente todas as almas, mas em um nível superior pelo menos aquelas entre elas, que são mais aptas para amar, assim como de fato também todos se agradam de corpos belos, mas não são da mesma maneira por eles cativados, mas sim {somente} por alguns bem em especial, dos quais se diz no sentido próprio da palavra, eles amam.

*Aqui, assim como em outros textos de Plotino encontramos longas frases que solicitam muita atenção na leitura!
4. Ueber die ferneren Stufen der Schönheit nun, welche der sinnlichen Wahrnehmung nicht mehr zu schauen vergönnt ist, welche vielmehr die Seele ohne Sinneswerkzeuge schaut und denkt, müssen wir unsre Betrachtung von einem höheren Standpunkte aus anstellen, indem wir die sinnliche Wahrnehmung hier unten zurücklassen.
Wie aber bei dem Schönen der sinnlichen Wahrnehmung niemand über dasselbe sprechen konnte, der es weder selbst gesehen noch als schön wahrgenommen halle, etwa Leute, die blind von Jugend auf sind, so können ganz in derselben Weise auch nicht von der Schönheit schöner Einrichtungen diejenigen sprechen, welche die Schönheit derselben oder der Wissenschaften und andrer derartiger Sphären nicht empfunden haben, noch von dem Lichte der Tugend diejenigen, welche auch nicht einmal eine Ahnung davon haben, wie schon das Angesicht der Gerechtigkeit und der massvollen Selbstbeherrschung ist, dass weder Morgen- noch Abendstern so schön sind.
Sondern man muss das selbst geschaut haben auf dem Wege, auf welchem die Seele derartiges schaut, und muss bei dem Schauen in Freude und staunendes Entzücken gerathen sein, in noch viel höherem Grade als bei den früheren Schönheitsstufen, da man es ja hier nunmehr mit der wahren Schönheit zu thun bekommt.
Denn das muss die Empfindung sein bei allem was schön ist: Verwunderung und liebliches Staunen, Sehnsucht, Liebe und freudiges Entzücken.
Das können empfinden und empfinden in der That auch bei dem, was sich nicht mit leiblichen Augen sehen lässt, man möchte sagen alle Seelen, in höherem Grade allerdings diejenigen unter ihnen, die liebefähiger sind, wie ja auch alle an schönen Körpern Gefallen finden, aber nicht in gleicher Weise davon ergriffen werden, sondern einige ganz besonders, von denen man dann im eigentlichen Sinne sagt, sie lieben.





Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto alemão de Hermann Friedrich Müller, 1878.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.

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