sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Plotino – Sobre o Belo – Parte 02



2_Nós desejamos agora retomar a linha de estudo desde o começo e determinar, o que realmente é o belo original nos corpos. Pois existe um tal, que logo de primeira vista se deixa perceber. A alma denomina-o assim como algo a ela conhecido a muito tempo, ela o reconhece como algo agradável, ela entra também em um relacionamento harmônico com ele.
Se ela pelo contrário depara-se com o feio, ela então se aparta, não o reconhece e repele-o de si como estranho e contrariante de sua natureza.
Nossa afirmação vai então na direção, que a alma segundo sua própria natureza e como pertencente para o melhor ser no reino dos seres, quando ela avista algo aparentado ou um vestígio do parente, se alegra, entra em forte agitação, coloca o objeto avistado em relação a si, se torna reconsciente de sua natureza.
O que existe então de semelhança entre o belo deste lado e o do outro lado? De fato se existe uma semelhança, então eles podem em todo caso serem semelhantes. Além disto de que modo são ambos belos?
Através da participação na ideia, afirmamos nós, são as {coisas} deste lado belas. Todo o sem forma pois, que tem de fato sua determinação natural em, receber forma e ideia, é, enquanto permanece sem espírito-intelecto e idéia, feio e se encontra fora do espírito-intelecto divino; e na verdade nisto consiste o feio absoluto. Mas feio é também aquilo, que não é permeado pelo espírito-intelecto formador, já que a matéria não se deixou totalmente formar. Sendo que agora surge a idéia, ela reuni, o que deve se tornar uma unidade através da junção de muitas partes, direciona isto para uma real intencionalidade e transforma-o em um uno através de concordância interior, já que ela mesma era una e também o {que está} em formação deveria ser uno, tanto quanto isto na sua original multiplicidade seja possível. Sobre ele, quando ele já está reunido em uma unidade, se entrona então o belo e se reparte tanto para as partes como para o todo.
Mas se ela se depara com um já por natureza uno e constituído por partes semelhantes, então ela se reparte somente ao todo.
Ele concede a beleza por ex. para qualquer qualidade natural ou também para a arte as vezes para toda uma casa com as suas partes, as vezes para uma única pedra. Assim surgem então os belos corpos através de sua participação no belo vindo dos deuses.




2.Wir wollen nun den Faden der Untersuchung wieder von vorn aufnehmen und bestimmen, was eigentlich das ursprüngliche Schöne an den Körpern ist. Denn es giebt ein solches, was sich gleich beim ersten Anblick wahrnehmen lässt. Die Seele bezeichnet es so als etwas ihr längst bekanntes, sie erkennt es wieder als etwas ihr zusagendes, sie tritt gleichsam in harmonische Beziehung zu ihm.
Trifft sie dagegen auf das Hässliche, so wendet sie sich ab, sie erkennt es nicht an und weist es von sich als ihrem Wesen fremd und widersprechend.
Unsere Behauptung geht nun dahin, dass die Seele als ihrer eigensten Natur nach und zur besseren Wesenheit im Reich des Seienden gehörig, wenn sie etwas Verwandtes oder eine Spur des Verwandten erblickt, sich freut, in heftige Bewegung geräth, den gesehenen Gegenstand in Beziehung zu sich setzt, sich ihres Wesens wieder bewusst wird.
Was bestellt also für eine Aehnlichkeit zwischen dem diesseitigen und jenseitigen Schönen? Doch wenn eine Aehnlichkeit besteht, so mögen sie immerhin ähnlich sein. Auf welche Weise vielmehr ist beides schön?
Durch Theilhaben an der Idee, behaupten wir, ist das diesseitige schön. Alles Gestaltlose nämlich, dessen natürliche Bestimmung doch darin liegt, Gestalt und Idee aufzunehmen, ist, so lange es ohne Vernunft und Idee bleibt, hässlich und ausserhalb der göttlichen Vernunft befindlich; und zwar ist dies das schlechthin Hässliche. Hässlich ist aber auch das, was von der gestaltenden Vernunft nicht durchdrungen ist, indem die Materie sich nicht durchweg gestalten liess. Indem nun die Idee herantritt, fasst sie das, was aus vielen Theilen durch Zusammensetzung zu einer Einheit werden soll, zusammen, führt es zu einer realen Zweckbestimmtheit und macht es zu Einem durch innere Uebereinstimmung, da sie selbst Eins war und auch das zu Gestaltende Eins werden sollte, soweit dies bei seiner ursprünglichen Vielheit möglich ist. Auf ihm, wenn es bereits zur Einheit zusammengefasst ist, thront nun die Schönheit und theilt sich den Theilen wie dem Ganzen mit.
Trifft sie aber auf ein schon von Natur Eines und aus ähnlichen Theilen Bestehendes, so theilt sie sich blos dem Ganzen mit.
Es verleiht z.B. irgend eine natürliche Beschaffenheit oder auch die Kunst bald einem ganzen Hause mit seinen Theilen, bald einem einzelnen Steine die Schönheit. So entsteht also der schöne Körper durch  sein Theilhaben an der von den Göttern kommenden Schönheit.




Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto alemão de Hermann Friedrich Müller, 1878.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.

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