terça-feira, 4 de agosto de 2009

PARMÊNIDES DE ELÉIA – SOBRE A NATUREZA – Parte 03


8_Então resta somente ainda conhecimento de um caminho, que [o existente] existe. Sobre isto existem até muitos indícios; porque não nasceu, é ele também imperecível, todo, inato, inabalável, inabalável e sem fim. Ele nunca foi e nunca será, porque em conjunto somente no agora ele está disponível com {um} todo, homogêneo, coerente [contínuo]. Pois qual origem tu queres encontrar para o existente? Como e de onde o seu crescimento? [Nem do existente ele pode ter surgido; senão haveria um outro ente anterior], nem eu posso te permitir a [sua origem] {como vinda} do não-ser pronunciar ou pensar. Pois inpronunciável e impensável ele é, assim como ele não poderia estar disponível. Que obrigação então o deveria ter impelido, mais cedo ou mais tarde a começar e crescer com o nada? Assim ele deve então ou em todo caso ou de maneira nenhuma estar disponível.
--Também não pode a força da convicção nunca admitir, que possa do não-existente se originar algo qualquer diferente que justamente o não-existente. Por isto a justiça não libertou o vir-a-ser e o deixar-de-ser, de suas bandas, mas as segura firme[.] Mas a decisão sobre isto está no seguinte: ele é ou ele não é! Com isto está então necessariamente decidido, deixar aquele um caminho como impensável e inexpressável de lado (ele não é mesmo o verdadeiro caminho), mas o outro considerar como disponível e real. Como poderia então por conseguinte o existente existir no futuro, como pode ter surgido outrora? Pois ele surgiu, então ele não é e muito menos ainda, se ele fosse vir-a-ser no futuro. Assim o vir-a-ser é extinto e deixar-de-ser perdido.
--Também divisível ele não é, pois ele é totalmente congênere. E não existe em parte alguma aproximadamente um ente mais forte, que a sua coerência pudesse atrapalhar, nem um inferior. Ele está de fato totalmente preenchido com o existente. Por isso ele é totalmente coerente; pois um existente choca-se rente ao outro.
--Mas imóvel ele está preso nos limites de poderosas bandas sem começo nem fim; pois viar-a-ser e deixar-de-ser foram jogados bem para longe, para onde a verdadeira convicção os expulsou; e como os mesmos nos mesmos permanecendo ele descansa em si mesmo e permanece assim firme no mesmo lugar. Pois a forte necessidade o mantém nas bandas dos limites, que o cerca ao redor. Por isto o existente não pode ser sem conclusão. Pois ele é sem deficiência. Se isto lhe faltasse, então ele seria mesmo de qualquer maneira deficiente.
--Pensar e o objetivo do pensamento são um e a mesma coisa; pois tu não podes sem o existente, quando ele se encontra pronunciado, encontrar o pensamento. Não existe de fato nada e não haverá nenhuma outra coisa fora do existente, pois ele amarrou o destino no ser não-fragmentado e imóvel. Por isto deve ser tudo som vazio, o que os mortais [em sua língua] estabeleceram, convictos, que seja verdade: Vir-a-ser assim como deixar-de-ser, ser assim como não-ser, mudança de lugares e troca das cores brilhantes.
--Mas devido a um último limite disponível, assim é [o existente] fechado para todos os lados, comparado à massa de uma esfera bem arredondada, do meio para todos os lados igual espessura. Ela não pode ser lá e acolá algo maior ou mais fraca. Pois lá não existe nem um nada, que poderia suspender uma união, nem pode um existente de alguma maneira existir aqui um pouco mais, lá menos do que o existente, porque ele é totalmente invulnerável. Pois [o centro,] onde ele é eqüidistante com todos os lados, mira simetricamente nos limites.
--Com isto eu concluo a minha confiável fala e pensamento sobre a verdade. Daqui a dinte aprende os pensamentos loucos dos seres humanos, enquanto tu meus versos de construção enganadora escutas.
--Pois eles fixaram seus pontos de vista em, nomear duas formas; das quais [certamente] uma não se deveria [nomear] (nestes pontos eles caíram no erro). Mas eles separaram [ambas] formas contrárias e segregaram suas características uma das outras: aqui o etéreo fogo de sacrifício, o brando, até leve, a si mesmo sempre igual, mas aos outros, diferente. Em troca exatamente contraposta {está} a escuridão sem luz, uma densa e pesada figura. Esta instituição mundial, aparente como ela é, eu te informo totalmente; assim é impossível, que qualquer um ponto de vista humano te ultrapasse.
8. So bleibt nur noch Kunde von Einem Wege, daß [das Seiende] existiert. Darauf stehn gar viele Merkzeichen; weil ungeboren, ist es auch unvergänglich, ganz, eingeboren, unerschütterlich und ohne Ende. Es war nie und wird nicht sein, weil es zusammen nur im Jetzt vorhanden ist als Ganzes, Einheitliches, Zusammenhängendes [Kontinuierliches]. Denn was für einen Ursprung willst Du für das Seiende ausfindig machen? Wie und woher sein Wachstum? [Weder aus dem Seienden kann es hervorgegangen sein; sonst gäbe es ja ein anderes Sein vorher], noch kann ich Dir gestatten [seinen Ursprung] aus dem Nichtseienden auszusprechen oder zu denken. Denn unaussprechbar und unausdenkbar ist es, wie es nicht vorhanden sein könnte. Welche Verpflichtung hätte es denn auch antreiben sollen, früher oder später mit dem Nichts zu beginnen und zu wachsen? So muß es also entweder auf alle Fälle oder überhaupt nicht vorhanden sein.
--Auch kann ja die Kraft der Überzeugung niemals einräumen, es könne aus Nichtseiendem irgend etwas anderes als eben Nichtseiendes hervorgehen. Drum hat die Gerechtigkeit Werden und Vergehen nicht aus ihren Banden freigegeben, sondern sie hält es fest[.] Die Entscheidung aber hierüber liegt in folgendem: es ist oder es ist nicht! Damit ist also notwendigerweise entschieden, den einen Weg als undenkbar und unsagbar beiseite zu lassen (es ist ja nicht der wahre Weg), den anderen aber als vorhanden und wirklich zu be trachten. Wie könnte nun demnach das Seiende in der Zukunft bestehen, wie könnte es einstmals entstanden sein? Denn entstand es, so ist es nicht und ebensowenig, wenn es in Zukunft einmal entstehen sollte. So ist Entstehen verlöscht und Vergehen verschollen.
--Auch teilbar ist es nicht, weil es ganz gleichartig ist. Und es gibt nirgend etwa ein stärkeres Sein, das seinen Zusammenhang hindern könnte, noch ein geringeres; es ist vielmehr ganz von Seiendem erfüllt. Darum ist es ganz zusammenhängend; denn ein Seiendes stößt dicht an das andere.
--Aber unbeweglich liegt es in den Schranken gewaltiger Bande ohne Anfang und Ende; denn Entstehen und Vergehen ist weit in die Ferne verschlagen, wohin sie die wahre Überzeugung verstieß; und als Selbiges im Selbigen verharrend ruht es in sich selbst und verharrt so standhaft alldort. Denn die starke Notwendigkeit hält es in den Banden der Schranke, die es rings umzirkt. Darum darf das Seiende nicht ohne Abschluß sein. Denn es ist mangellos. Fehlte ihm der, so wäre es eben durchaus mangelhaft.
--Denken und des Gedankens Ziel ist ein und dasselbe; denn nicht ohne das Seiende, in dem es sich ausgesprochen findet, kannst Du das Denken antreffen. Es gibt ja nichts und wird nichts anderes geben außerhalb des Seienden, da es ja das Schicksal an das unzerstückelte und unbewegliche Wesen gebunden hat. Darum muß alles leerer Schall sein, was die Sterblichen [in ihrer Sprache] festgelegt haben, überzeugt, es sei wahr: Werden sowohl als Vergehen, Sein sowohl als Nichtsein, Veränderung des Ortes und Wechsel der leuchtenden Farbe.
--Aber da eine letzte Grenze vorhanden, so ist [das Seiende] abgeschlossen nach allen Seiten hin, vergleichbar der Masse einer wohlgerundeten Kugel, von der Mitte nach allen Seiten hin gleich stark. Es darf ja nicht da und dort etwa größer oder schwächer sein. Denn da gibt es weder ein Nichts, das eine Vereinigung aufhöbe, noch kann ein Seiendes irgendwie hier mehr, dort weniger vorhanden sein als das Seiende, da es ganz unverletzlich ist. Denn [der Mittelpunkt,] wohin es von allen Seiten gleichweit ist, zielt gleichmäßig auf die Grenzen.
--Damit beschließe ich mein verläßliches Reden und Denken über die Wahrheit. Von hier ab lerne die menschlichen Wahngedanken kennen, indem Du meiner Verse trüglichen Bau anhörst.
--Denn sie haben ihre Ansichten dahin festgelegt, zwei Formen zu benennen; von denen man [freilich] eine nicht [benennen] sollte (in diesem Punkte sind sie in die Irre gegangen). Sie schieden aber [beider] Gestalt gegensätzlich und sonderten ihre Merkzeichen voneinander: hier das ätherische Flammenfeuer, das milde, gar leichte, sich selber überall gleiche, dem anderen, aber ungleiche. Dagegen gerade entgegengesetzt die lichtlose Finsternis, ein dichtes und schweres Gebilde. Diese Welteinrichtung teile ich Dir, scheinbar wie sie ist, ganz mit; so ist's unmöglich, daß Dir irgend welche menschliche Ansicht den Rang ablaufe.
Tradução Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto em alemão de Herman Diels, Vorsokratiker, 1901.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.
Nomes próprios não serão traduzidos.
Direitos Autorais conforme Lei Nº 9.610, de Fevereiro de 1998.

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