terça-feira, 4 de agosto de 2009

PARMÊNIDES DE ELÉIA – SOBRE A NATUREZA – Parte 02


2_ Observa como no entanto o longínquo do teu intelecto se aproxima confiante. Pois ele não irá certamente separar o existente das coerências do existente, nem assim, que ele se afrouxe totalmente em toa a sua estrutura, nem assim, que ele se aglomere.
2. Betrachte wie doch das Ferne Deinem Verstande zuverläßig nahe tritt. Denn er wird ja das Seiende nicht aus dem Zusammenhange des Seienden abtrennen, weder so, daß es sich in seinem Gefüge überall gänzlich auflockere, noch so, daß es sich zusammenballe.
3_ Mas um coletivo [coerente] é para mim [o existente,] seja onde for que eu comece. Pois para lá eu vou voltar novamente.
3. Ein Gemeinsames [Zusammenhängendes] aber ist mir [das Seiende,] wo ich auch beginne. Denn dahin werde ich wieder zurückkommen.
4_ Avante, então eu vou anunciar (mas tu toma as minhas palavras ao ouvido), quais caminhos de estudos são somente concebíveis. Aquele um caminho, que [o existente] é e que é impossível que ele não seja, este é o caminho da convicção (pois ele segue a verdade), mas o outro, que ele não é e que este não-ser é necessário, esta vereda é (assim eu te informo) totalmente inexplorável. Pois o não-existente tu não podes nem reconhecer (ele é irrealizável) nem expressar.
4. Wohlan, so will ich denn verkünden (Du aber nimm mein Wort zu Ohren), welche Wege der Forschung allein denkbar sind: der eine Weg, daß [das Seiende] ist und daß es unmöglich nicht sein kann, das ist der Weg der Überzeugung (denn er folgt der Wahrheit), der andere aber, daß es nicht ist und daß dies Nichtsein notwendig sei, dieser Pfad ist (so künde ich Dir) gänzlich unerforschbar. Denn das Nichtseiende kannst Du weder erkennen (es ist ja unausführbar) noch aussprechen.
5_ Pois pensar [o existente] e existir são o mesmo.
5. Denn [das Seiende] denken und sein ist dasselbe.
6_ Isto é necessário dizer e pensar, que [somente] o existente existe. Pois sua existência é possível, mas a do não-existente pelo contrário não é; isto peço-te para levar bem em consideração. Este é a saber o primeiro caminho de estudo, do qual eu te previno. Mas também daquele, sobre o qual cambaleiam ignorantes mortais, cabeça dupla. Pois confusão dirige o oscilante sentido no seu peito. Assim vageiam eles mudos ao mesmo tempo e cegos os desorientados, bando de sem-opiniões, aos quais ser e o não-ser valem a mesma {coisa} e não a mesma coisa, para os quais em tudo existe um caminho contrário.
6. Dies ist nötig zu sagen und zu denken, daß [nur] das Seiende existiert. Denn seine Existenz ist möglich, die des Nichtseienden dagegen nicht; das heiß' ich Dich wohl zu beherzigen. Es ist dies nämlich der erste Weg der Forschung, vor dem ich Dich warne. Sodann aber auch vor jenem, auf dem da einherschwanken nichts wissende Sterbliche, Doppelköpfe. Denn Ratlosigkeit lenkt den schwanken Sinn in ihrer Brust. So treiben sie hin stumm zugleich und blind die Ratlosen, urteilslose Haufen, denen Sein und Nichtsein für dasselbe gilt und nicht für dasselbe, für die es bei allem einen Gegenweg gibt.
7_ Pois de maneira alguma a disponibilidade do não-existente pode obrigatoriamente ser comprovada. Ou seja mantenhas tu os teus pensamentos deste caminho de estudo distante.
7. Denn unmöglich kann das Vorhandensein von Nichtseiendem zwingend erwiesen werden. Vielmehr halte Du Deine Gedanken von diesem Wege der Forschung ferne.
Tradução Ezequiel Martins Paz
Tradução do texto em alemão de Herman Diels, Vorsokratiker, 1901.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.
Nomes próprios não serão traduzidos.
Direitos Autorais conforme Lei Nº 9.610, de Fevereiro de 1998.

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