terça-feira, 4 de agosto de 2009

PARMÊNIDES DE ELÉIA – SOBRE A NATUREZA – Parte 01


INTRODUÇÃO
Parmênides nasceu em Eléia (hoje cidade de Vélia na Itália) em 515 a.C – aprox. 445 a.C . Foi um contemporâneo de Heráclito, mas apresentou idéias totalmente diferentes, na verdade sua teoria é completamente oposta a de Heráclito. Em resumo Parmênides nos diz o seguinte: O ser existe e não é concebível a sua não existência. O ser é; O não-ser não é. Estes princípios são conhecidos na filosofia como: Princípios lógicos de identidade e de não-contradição. Segundo Parmênides, o filósofo Heráclito estava confundindo o ser e o não-ser quando defendia que tudo era um constante vir-a-ser. Parmênides estava ciente de que o mundo onde vivemos é um mundo de ilusões, aparências e sensações, no entanto, este mundo não é uma ilusão de mundo. Este mundo é uma manifestação da realidade cuja essência, para ser conhecida precisa ser interpretada, e esta é a tarefa da filosofia através da razão. Platão se referia a Parmênides como Grande Parmênides, e na verdade, a filosofia nunca mais foi à mesma depois de Heráclito e Parmênides. O poema SOBRE A NATUREZA se divide em duas partes (não identificadas como tais). A primeira, inspirada em poetas gregos, conta a suposta viajem fantástica de um iniciado, que posteriormente é levado a conhecer a verdade pura, onde o ser é e o não-ser não é. Na segunda parte ele fala da crença nas aparências do mundo em que vivemos. Entender a originalidade destas duas partes ajuda a entender um pouco mais este poema de Parmênides. Traduzido para o Alemão por Hermann Diels em 1901, a quem pertence também à numeração dos parágrafos.
1_A parelha de cavalos, que me carregam, me puxou adiante, até onde eu desejasse, depois de me conduzir sobre o muito enaltecido caminho da deusa, que guia o homem sábio através de todas as cidades. Para lá portanto se dirigiu minha viajem; para lá me guiam a proposito os mui-sensatos cavalos, que a carroça puxavam, e as moças indicavam o caminho. O eixo rangia se esquentando nos meãos com som assobiado (pois ele era de ambos os lados por dois círculos giratórios impelido), quando as meninas de Hélios, as quais deixam a casa da noite e agora o véu de suas cabeças tinham dobrado para trás, apressavam a viajem para a luz. Lá esta o portal, onde se dividem as veredas do dia e da noite; Esteios e dormentes de pedra os mantém separados; o portal mesmo, o etéreo, tem um enchimento de grandes portas de dois batentes; as alternantes chaves guarda a Diké, a poderosa vingadora. A ela então falaram as meninas com palavras lisonjeiras e persuadiram-na inteligentemente, a lhes a trinca entrelaçada empurrar depressa das portas. Ela saltou e abriu bem a garganta do enchimento, quando os postes metalizados, que com pivô e mandril encaixados, um após o outro giravam em suas bases. Para lá pelo meio do portal conduziram as meninas direto a escolta para carroças e cavalos. Lá a deusa me recebeu com reverência. Ela agarrou a minha direita e me falou com as seguintes palavras: Jovem, que guias imortais tu acompanhas com a parelha de cavalos, que te carregam, de nossa casa se aproxima, me seja bem vindo! Nenhuma má estrela te conduziu para este caminho (pois muito distante verdadeiramente está ele do caminho dos homens), mas sim direito e justiça. Então tu deves então saber tudo: a verdade bem arredondada de corações inabaláveis e os loucos pensamentos mortais, nos quais a verdade confiável não é imanente. Porém tu irás não obstante também saber isto, como em pesquisas gerais se teve que aceitar, que aquele aparentes ser se comporta.
--No entanto deste caminho de estudo mantém tu teu pensamento afastado e não deixa-te através dos mui experimentados hábitos forçar para este caminho, [só] teu olhar para os desorientados, tua audição os estrondos, tua língua deixar dominar: Não, com a razão traz a mui polêmica prova, que eu te aconselhei, para decisão. Resta-te então somente ainda coragem para um caminho. . .
1. Das Rossegespann, das mich fährt, zog mich fürder, soweit ich nur wollte, nachdem es mich auf den vielgerühmten Weg der Göttin geleitet, der den wissenden Mann durch alle Städte führt. Dort also ging meine Fahrt; dort fuhren mich nämlich die vielverständigen Rosse, die den Wagen zogen, und die Mädchen wiesen den Weg. Die Achse knirschte sich heißlaufend in den Naben mit pfeifendem Tone (denn sie ward beiderseits von zwei wirbelnden Kreisen beflügelt), wenn die Heliadenmädchen, welche das Haus der Nacht verlassen und nun den Schleier von ihrem Haupte zurückgeschlagen hatten, die Fahrt zum Lichte beeilten. Da steht das Tor, wo sich die Pfade des Tages und der Nacht scheiden; Türsturz und steinerne Schwelle hält es auseinander; das Tor selbst, das ätherische, hat eine Füllung von großen Flügeltüren; die wechselnden Schlüssel verwahrt Dike, die gewaltige Rächerin. Ihr nun sprachen die Mädchen mit Schmeichelworten zu und beredeten sie klug, ihnen den verpflöckten Riegel geschwind von dem Tore zu stoßen. Da sprang es auf und öffnete weit den Schlund der Füllung, als sich die erzbeschlagenen Pfosten, die mit Zapfen und Dornen eingefügten, nach einander in ihren Pfannen drehten. Dorthin mitten durchs Tor lenkten die Mädchen stracks dem Geleise nach Wagen und Rosse. Da nahm mich die Göttin huldreich auf. Sie ergriff meine Rechte und sprach mich mit folgendem Worte an: Jüngling, der Du unsterblichen Lenkern gesellt mit dem Rossegespann, das Dich trägt, unserem Hause nahst, sei mir gegrüßt! Kein böser Stern leitete Dich auf diesen Weg (denn weit ab fürwahr liegt er von der Menschen Pfade), sondern Recht und Gerechtigkeit. So sollst Du denn alles erfahren: der wohlgerundeten Wahrheit unerschütterliches Herz und der Sterblichen Wahngedanken, denen verläßliche Wahrheit nicht innewohnt. Doch wirst Du trotzdem auch das erfahren, wie man bei allseitiger Durchforschung annehmen müßte, daß sich jenes Scheinwesen verhalte.
--Doch von diesem Wege der Forschung halte Du Deinen Gedanken fern und laß Dich nicht durch die vielerfahrene Gewohnheit auf diesen Weg zwingen, [nur] Deinen Blick den ziellosen, Dein Gehör das brausende, Deine Zunge walten zu lassen: nein, mit dem Verstande bringe die vielumstrittene Prüfung, die ich Dir riet, zur Entscheidung. Es bleibt Dir dann nur noch Mut zu Einem Wege . . .
Tradução Ezequiel Martins Pazn
Tradução do texto em alemão de Herman Diels, Vorsokratiker, 1901.
Palavras entre [] são do Autor Alemão
Palavras entre {} do Tradutor.
Nomes próprios não serão traduzidos.
Direitos Autorais conforme Lei Nº 9.610, de Fevereiro de 1998.

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