sexta-feira, 31 de julho de 2009

EPICTETO - MANUAL DA MORAL ESTÓICA - Parte 07

VENDES TU A TUA LIBERDADE POR UMA REFEIÇÃO DE TIJELA?

25.1_Um outro recebeu no banquete, ou em saudação, ou ao reunirem-se para uma deliberação mais honra do que você? Se isto é um bem, então tu deves te alegrar, que aquele outro a recebeu. Mas se é um mal, então não te queixes, que ela não te afetou. Pensa aliás, que tu não podes almejar o mesmo salário, se tu não fizeres o mesmo, para conseguir as coisas, que não estão em nosso poder.

Verkaufst du deine Freiheit um ein Linsengericht?

XXV, 1. Einem andern ist beim Gastmahl, oder beim Grüßen, oder beim Herbeiziehen zu einer Berathung mehr Ehre widerfahren, als dir? Wenn dieß ein Gut ist, so sollst du dich freuen, daß jener andere es erlangt hat. Ist es aber ein Uebel, so klage nicht, daß es dich nicht betroffen hat. Bedenke übrigens, daß du nicht denselben Lohn ansprechen kannst, wenn du nicht dasselbe thust, um die Dinge zu erlangen, die nicht in unsrer Gewalt sind.

25.2_Pois como pode aquele, que não faz visitas de cortesias para outro, receber tanto, quanto aquele, que a faz? Ou aquele, que não segue o cortejo, tanto como aquele, que o segue, e aquele que não elogia, tanto como aquele, que elogia? Tu és então injusto e descomedido, se tu, sem pagar o preço, que é cobrado por aquelas coisas, desejas consegui-las de graça.

2. Denn wie kann derjenige, welcher einem andern keine Aufwartung macht, so viel bekommen, wie der, welcher sie macht? oder der, welcher nicht im Gefolge mitgeht, so viel wie der, welcher mitgeht, und welcher nicht lobt, so viel wie der, welcher lobt? Du bist also ungerecht und ungenügsam, wenn du, ohne den Preis zu bezahlen, um welchen man jene Dinge verkauft, sie umsonst erlangen willst.

25.3_Por quanto se vende a alface? Aproximadamente por um centavo. Se então alguém pagar o centavo, e ganhar por isto a alface, mas tu não pagares nada, e não recebe nada, então não acredite, que tu tens menos, do que aquele, que ganhou alguma coisa. Pois assim como aquele {tem} a alface, tu tens o centavo, que não gastastes.

3. Wie theuer verkauft man den Lattich? Ungefähr um einen Groschen. Wenn nun einer den Groschen bezahlt, und Lattich dafür bekommt, du aber bezahlst nichts, und bekommst nichts, so glaube nicht, daß du weniger habest, als der, welcher etwas bekommen hat. Denn wie jener den Lattich, so hast du den Groschen, den du nicht ausgegeben hast.

25.4_Bem igual assim também aqui. Alguém não te convidou para o banquete. Tu certamente não pagaste ao senhor da casa o preço, pelo qual ele vende o seu banquete. Mas ele o vende por elogios; ele o vende por visitas. Paga então o preço, pelo qual ele o te oferece, se te servir. Mas se não queres pagá-lo, e mesmo assim conseguir aquele, então tu és um insaciável e ignorante.

4. Ganz eben so auch hier. Es hat dich einer nicht zur Mahlzeit eingeladen. Du hast eben dem Wirth den Preis nicht bezahlt, um den er sein Gastmahl verkauft. Er verkauft es aber für Lob; er verkauft es für Aufwartung. Bezahle also den Preis, um den es feil ist, wenn es dir taugt. Willst du ihn aber nicht bezahlen, und doch jenes erlangen, so bist du unersättlich und unverständig.

25.5_Tu não tens então nada como compensação para o banquete? - Isto tu ganhas, por não teres necessitado elogiar, aqueles que tu não querias elogiar, e por não teres necessitado tolerar nada dos porteiros dele.

5. Hast du nun nichts zum Ersatz für das Gastmahl? - Das hast du, daß du den nicht zu loben brauchtest, welchen du nicht loben wolltest, und daß du dir nichts gefallen lassen mußtest von seinen Thürstehern.

A VONTADE DA NATUREZA

26.0_A vontade da natureza se deixa reconhecer daquilo, sobre o qual não há divergência de opinião entre nós. Por exemplo se o escravo de outro quebra um copo, então nós estamos imediatamente dispostos a dizer: assim acontece. - Saiba então, que tu, se quebrares também o teu, deves te comportar da mesma maneira, como quando quebrar o do outro. Disto faça então a aplicação também em coisas mais importantes. A criança ou a mulher de outro morreu. Não há ninguém, que não diria: “Isto acontece no mundo.” Mas se morre um dos seus, ele logo grita: “Ai de mim! Pobre que sou!” Mas deve-se lembrar, que impressão isto faz em nós, quando escutamos a mesma coisa de um outro.

Der Wille der Natur.

XXVI. Der Wille der Natur läßt sich erkennen aus dem, worüber keine Meinungsverschiedenheit unter uns herrscht. Z.B. wenn der Sklave eines andern ein Trinkglas zerbricht, so sind wir gleich bereit zu sagen: so geht es eben. - Wisse nun, daß du, wenn das deinige ebenfalls zerbricht, dich ebenso betragen mußt, wie wenn das des andern zerbricht. Hievon mache nun die Anwendung auch auf Wichtigeres. Eines anderen Kind oder Weib ist gestorben. Da ist keiner, der nicht spräche: »So geht's in der Welt.« Stirbt aber einem sein eigenes, gleich ruft er: »Oh weh mir! Ich Armer!« Man sollte aber sich erinnern, welchen Eindruck es auf uns macht, wenn wir dasselbe von einem andern hören.

A QUEM DIZ RESPEITO, A ESTE AFETA

27.0_Assim como um alvo não é pendurado para ser errado, assim também não a natureza do mal no mundo.

Wem es gilt, den trifft's.

XXVII. Gleichwie ein Ziel nicht zum Verfehlen aufgesteckt wird, so auch nicht die Natur des Uebels in der Welt.

CORPO E ESPÍRITO

28.0_Se alguém expusesse o teu corpo para todos, os que tu encontrasses, tu aceitarias isto mal. Mas que tu mesmo entregas o teu espírito para o primeiro melhor que aparece, de maneira que ele entra em pânico e perplexidade, quando alguém te insulta, - disto tu não te envergonhas?

Körper und Geist.

XXVIII. Wenn jemand deinen Körper jedem, der dir begegnet, preisgäbe, so würdest du es übel aufnehmen. Daß aber du selbst deinen Geist dem nächsten besten preisgibst, so daß er in Aufregung und Verwirrung geräth, wenn man dich schilt, - schämst du dich dessen nicht?

Tradução Ezequiel Martins Paz

Tradução do texto em alemão de Carl Conz, Handbüchlein der stoischen Moral, 1864.

Palavras entre [] são do Autor Alemão

Palavras entre {} do Tradutor.

Nomes próprios não são traduzidos.

Direitos Autorais conforme Lei Nº 9.610, de Fevereiro de 1998.

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