terça-feira, 28 de julho de 2009

ANAXÁGORAS – SOBRE A NATUREZA – Parte 04

14_O espírito, que é eterno, está sim certamente ainda agora la, onde tudo é diferente, na envolvente [ainda não separada] massa e naquilo, que [do que foi anteriormente dividido de novo] com isto se misturou, e no [já] dividido.

14. Der Geist, der ewig ist, ist doch fürwahr auch jetzt da, wo alles andere ist, in der umgebenden [noch ungeschiedenen] Masse und in dem, was sich [von dem vorher Ausgeschiedenen wieder] daran ansetzte, und in dem [bereits] Ausgeschiedenen.

15_O denso e molhado e frio e escuro apertavam-se juntas no lugar, onde hoje é a terra, mas o rarefeito e o quente e o seco forçaram-se para fora no vasto do éter.

15. Das Dichte und Feuchte und Kalte und Dunkle drängte sich auf die Stelle zusammen, wo jetzt die Erde ist, das Dünne und das Warme und das Trockne aber drang hinaus in das Weite des Äthers.

16_Desta separação coagulou-se a terra. Pois das nuvens se separa a água, da água a terra, da terra se coagulam as pedras sob a influência do frio. Mas estas se forçam mais para fora do que a água.

16. Aus diesen Ausscheidungen gerinnt die Erde. Denn aus den Wolken scheidet sich das Wasser aus, aus dem Wasser die Erde, aus der Erde gerinnen die Steine unter Einwirkung der Kälte. Diese aber drängen sich mehr heraus als das Wasser.

17_Com relação ao surgir e ao deixar-de-ser, os gregos tem um incorreto uso-linguístico. Pois nenhuma coisa surge ou deixa-de-ser, mas sim mistura-se ou divide-se das coisas já disponíveis. E assim por conseguinte eles falariam corretamente de mistura ao invés de surgir e de divisão ao invés de deixar-de-ser.

17. In bezug auf das Entstehen und Vergehen haben die Hellenen einen unrichtigen Sprachgebrauch. Denn kein Ding entsteht oder vergeht, sondern es mischt sich oder scheidet sich von bereits vorhandenen Dingen. Und so würden sie demnach richtig statt von Entstehen von Mischung und statt von Vergehen von Scheidung reden.

18_O sol concede para a lua o seu brilho.

18. Die Sonne verleiht dem Monde seinen Glanz.

19_Arco-íris denominamos o reflexo do sol nas nuvens. Isto é então um pré-sinal de tempestade. Pois a água que se derrama em torno das nuvens costuma provocar ventos ou faz derramar chuva.

19. Regenbogen nennen wir den Widerschein der Sonne in den Wolken. Das ist nun ein Sturmvorzeichen. Denn das um die Wolke sich ergießende Wasser pflegt Wind zu erregen oder Regen auszugießen.

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21_Por causa de sua [dos sentidos] fraqueza não estamos em condições de contemplar a verdade.

21. Wegen ihrer [der Sinne] Schwäche sind wir nicht imstande die Wahrheit zu schauen.

21a_O visível abre o olhar para dentro do invisível.

21a. Das Sichtbare erschließt den Blick in das Unsichtbare.

21b_[Em força e rapidez nós estamos aquém dos animais], porém nós utilizamos a experiência e a força da memória e a sabedoria e a arte que nos são peculiares, [e assim coletamos mel e ordenhamos e trazemos de todas as maneiras as suas propriedades para os nossos celeiros.]

21b. [In Kraft und Schnelligkeit stehen wir den Tieren nach,] allein wir benutzen die uns eigene Erfahrung und Gedächtniskraft und Weisheit und Kunst [und so zeideln und melken wir und bringen auf alle Weise ihren Besitz in unsere Scheunen.]

22_[A. afirma em sua física] sob o [frequentemente citado] denominado leite-de-pássaro [se deve] [entender] o branco no ovo.

22. [A. behauptet in seiner Physik] unter der [sprichwörtlich] sogenannten Vogelsmilch [habe man] das Weiße im Ei [zu verstehen].

Tradução Ezequiel Martins Paz

Tradução do texto em alemão de Hermann Diels, Fragmentos dos Pré-Socráticos, edição 1901.

Palavras entre [] são do Autor Alemão

Palavras entre {} do Tradutor.

Nomes próprios não são traduzidos.

Direitos Autorais conforme Lei Nº 9.610, de Fevereiro de 1998.

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